All summer long, heat is stored in the earth and stone around our house and in its concrete walls; then when winter comes, that heat is released into our house. Because we had almost no real heat this past summer -- we had a plague of thunderstorms and gloom, day after day and night after night -- I wondered if it would be colder in here this winter than it usually is. But it hasn't turned out that way. The first day that we had to turn on the space heater didn't come along until October 23rd. And well into late November, I was able to open the house to the outdoors -- which means opening the front door and all the screened windows on the front porch -- for a few hours around noon almost every day.
I had always said that it would never get below 59 degrees in here, no matter how cold it got outside. Last year, in the January ice storm when we had a five-day power outage, I found out that that wasn't true. Ordinarily in the wintertime our lights are on all day long and late into the evening in all the rooms; ordinarily we use our oven -- which has electric ignition -- often for cooking. Ordinarily we have two tiny space heaters that we run in the bathroom and the room where our computers are when those rooms are in use. Ordinarily the thirty gallons of hot water in our water heater are giving off heat around the clock.
Our little generator -- the one we've now replaced with a much larger unit -- wasn't powerful enough to do all of that; it wasn't powerful enough to run the oven or the hot water heater at all. And it not only was 55 degrees in here every morning, it never got warmer than 56 degrees inside, even with the big space heater running. Still, there was nothing ordinary about that ice storm, with its three consecutive days and nights of nonstop sleet. It seems to me that for this house to have maintained 55/56 degrees through all that was pretty amazing.
And of course it works the other way round as well. The earth and stone and concrete walls store the winter's cold as well, and then release it into the house. We don't need our air conditioning until months after people living above ground have had to turn theirs on.
I can enthusiastically recommend living underground. Not that there aren't adjustments you have to make; there are. But an underground house is a marvelous device.
A peça é de autoria de Manoel Teixeira-Gomes, escritor algarvio e vulto da história da I República, da qual foi presidente. De resto este espectáculo tem o patrocínio da comissão das comemorações do primeiro centenário da implantação da República.
O texto situa-se ali na ponte entre a comédia de costumes e a farsa de cariz social, pondo em confronto o Portugal profundo do moralismo clerical e provinciano, feito de proprietários da terra, poetas líricos e idiotas bajuladores, e o Portugal arrivista do cosmopolitismo parisiense, tão provinciano como o outro, mas disfarçado por um certo ar de licenciosidade. É este confronto que a encenação de Rui Madeira põe em evidência, tratando o palco quase como se fosse uma arena, acentuada pela imagem projectada do palco visto de cima, confronto do qual resulta, em final trágico, a morte desse Portugal lírico, galante, febril e tão ingénuo como inútil.
Mas para além desta leitura mais interventiva, chamemos-lhe assim, a peça é ainda a história de uma luta feroz travada entre duas mulheres, evadas de poder e ambição, que são, apesar de tudo o que as divide, mais parecidas do que parece, unidas que estão na luta pelos seus interesses. Os homens são fracos, são joguetes sem interesse, manobrados quando e como convém, meros adornos do salão e das vidas destas duas mulheres. A peça é inteiramente delas, e é nos momentos em que o confronto entre ambas se materializa e encena, que o espectáculo ganha em tensão, ritmo e desenvoltura.
Contribuem muito para isso as actrizes que defendem os papéis, a Sílvia Brito e a Solange Sá (embora em relação a esta a dicção nem sempre fosse perfeita, muito prejudicada pelo falso sotaque afrancesado), que dão espessura e profundidade a papéis que muito facilmente poderiam ficar prisioneiros de uma certa caricatura.
Não é um filme excelente, mas é um bom filme. É um filme que nos coloca na fronteira entre os mundos que nos habitam, em viagem constante ao submundo paralelo que escondemos dentro de nós. É um filme sobre musica, que explora detalhes requintados de um grande talento. Fala de liberdade, de uma amizade em escala maior absolutamente improvável, de ajuda, de humanidade. Mostra a crueldade da vida miserável dos sem-abrigo e do confronto doloroso com incapacidade de acção. É uma bonita história de amor.
deu para as minhas posições preferidas longe de olhares indiscretos.. obviamente descalça, com as pernas em x, os pés em cima da cadeira ou esticados à cadeira da frente. sem o habitual burburinho das pipocas e de comentários despropositados. pois é, tive direito a uma sala só para mim, há muito tempo que não acontecia!! é a vantagem de não gostar de filmes de vampiros (;

Fotografia de NirrimiJoy Hakanson
catastrophe c'est la première strophe d'un poème d'amour

Esperma de bacalhau, consumido em diversas regiões da Ásia.
- Mood:
anxious
E, ao sabor do maior ou menos rigor moralista das chefias policiais, foram muitos os homens que cumpriram pena pela prática destes crimes, vítimas de raides policiais a bares e inclusivamente a casas particulares onde se suspeitava que os amantes estivessem. Em épocas mais complicadas a polícia recorria aos infames agentes provocadores, que frequentavam os locais de engate, sobretudo as casas de banho públicas e as saídas do metro, para prender aqueles que os tentavam engatar. O cottage, ou seja, o engate nos lugares públicos era o método preferido para procurar encontros sexuais, uma vez que garantia o anonimato e a precariedade necessários a quem não queria ser apanhado pela polícia a cometer um crime ou ser vítima de chantagem.
O filme, que junta testemunhos, no estilo talking head, de pessoas envolvidas no escândalo ou simples contemporâneos, com a reconstrução dramática de algumas cenas, segue o percurso de um jornalista do Daily Mail, Peter Wildeblood, que conhece, no início dos anos 50, junto a uma saída de metro, um soldado, por quem acaba por se apaixonar. No curso da sua relação, passam um fim de semana de férias, juntamente com amigos e colegas militares, numa casa de praia de Lord Montagu. Eventualmente as cartas trocadas entre ambos são descobertas pela hierarquia militar, que as passa para as instâncias judiciais civis, que não perdem a oportunidade de expor, e levar a julgamento, o aristocrata Montagu, então o mais jovem dos membros da câmara dos lordes.
Ao longo do julgamento, durante o qual Edward Montagu sempre negou o seu envolvimento, Peter Wildeblood, respondendo a uma pergunta directa do procurador, admitiu que era homossexual. Claro que isso correspondeu a uma pena de prisão, mas desencadeou igualmente uma onda de simpatia na opinião pública pelas vítimas destes crimes. Wildeblood, juntamente com outros homossexuais, viria a ser ouvido por uma comissão do Home Office, o ministério do interior inglês, que estava a estudar a reforma da legislação britânica sobre crimes sexuais, em particular no que se referia à homossexualidade e à prostituição. Em 1957 esta comissão produziu um relatório, conhecido pelo nome do seu presidente, o Wolfenden Report, onde recomendava que os comportamentos homossexuais consentidos, praticados por adultos em privado, deveriam deixar de constituir ofensa criminal, ou seja, deveriam deixar de ser crime.
Esta recomendação do relatório Wolfenden é um marco histórico na luta pelos direitos cívicos dos homossexuais em Inglaterra, tanto mais que, à época, a homossexualidade era ainda considerada, pela medicina em geral e em especial pela psiquiatria, como uma doença. E o seu fundamento prende-se sobretudo com a preservação da privacidade e com a ideia de que comportamentos privados não põem em causa a ordem pública. O relatório foi polémico e deu origem a intenso debate, o que explica que apenas dez anos depois, o parlamento tenha aprovado a lei que despenalizava a homossexualidade. E que, mesmo assim, apenas se aplicava à Inglaterra e ao País de Gales; na Escócia, apenas em 1981 a prática da homossexualidade foi retirada da lista dos crimes sexuais, e na Irlanda do Norte apenas em finais de 1982, e mesmo assim no seguimento de uma determinação do tribunal europeu dos direitos humanos.
me: "Why is there so much red and blue... what do these colors mean in this context?"
woman one: "It helps keep the system in order."
me: "What do you mean, how does it do that?"
woman two: "There was an article..."
They began flipping through a newspaper, looking but were having trouble finding it.
me: "I don't have a lot of time before I wake up, and probably would have trouble reading the article even if you can find it. So can you just explain whatever you remember, big picture?"
woman one: "Well there is at one level the game... the human anatomy game, and that is played out. But the higher level is how the game affects you, and how it affects others who see you in certain situations."
me: "Hmmm... 'human anatomy game'... that fits in with some things I've thought about the blood and gore of biology, as a kind of theater."
They took me through some rooms and started referring to me as 'Mike'.
me: "Well I'm not Mike or whoever you think I am, I'm really..."
I trailed off because I've had some bad luck with revealing my name. The woman started to attack me anyway, I fought back pretty well.
me: "Hey! Stop! Look, there's no reason! Why are you attacking me..."
woman one: "I'm sorry..."
me: "Well if you're sorry, just stop! You stop, I stop, we back away."
A crowd had gathered of large men wearing uniforms. They seemed to be trying to push through a doorway to get to us but were blocked. The woman let go and it seemed like they might be going to attack her.
me: "Leave her alone, she let go... we're cool. Let's just forget about that."
The men took me into a room which seemed to have several scanning devices in it. But they didn't use any of them on me, they just sat at a table and started asking me about my current and previous addresses. I told them, though I did do some flip flopping on zip codes.
me: "I can tell you pretty much anything you want to know. But I'm starting to fade here so make it fast..."
They'd been scribbling some things on paper as they asked me about where I lived. It seemed to be suggesting various schools that I should go to, I had never heard of any of them. There was mention of computer programming and career suggestions of being a teacher.
man: "Actually, we've got quite a lot here. You're very good at this."
me: "So you'll try to contact me?"
man: "Yes we will."
There were layers of false awakenings with me reading lots of spam email. I was getting warnings that if I read the message it might hurt my computer, but I opened them anyway. The contents had in the To:, From:, and Subject: lines messages about turning certain cities on and off and unblocking them.
I next found myself watching an animation about how scientists were shooting antimatter into the sun at precisely timed moments, in order to allow some kind of communication or space travel.

They knew they could only do this a few more times before it would destroy the sun, and were worried about what that could do to internet and cable service. The scientist who had done the calculations was named Tiger Woods.
(Note: The name "Tiger Woods" has been in the news in this reality a lot lately, due to a car crash and an extramarital affair.)
A man gestured at me and a girl who was also on the bed.
man: "When we can't take any more energy from the sun for these communications, we're going to be stuck relying on these guys."
I will be leaving my livejournal intact to stay in touch with my friends here. I'll also be using my livejournal to provide links to my dreamwidth posts for the time being, so I'll still end up on your friends page when I start posting again--all you'll have to do is click the link I provide if you're interested in seeing what I'm up to. And if you're logged into your livejournal account you're cleared to comment on the dreamwidth blog--all of you who are friended here have "open ID's" set up over there to engage with my stuff if you like.
Please do. I love you guys.
Hopefully this will go smoothly. Livejournal just has more people, more literary communities, more diversity at this point than dreamwidth (only because dreamwidth is young, but still), and I've gotten so much out of my relationships over here. I have no interest in losing that. But I really am offended by LJ's irritating use of advertising, and this is the best way I've found to make peace with that.
xoxo
zb
Revejo coisas que fazem sentido. Pensamentos, sentidos que, numa leitura distante encontro e reconheço a substância e o propósito que me fez construir este journal. E não é por acaso que agora, vejo, que essas coisas, esses pensamentos que havia largado porém não de uma forma propositada, tomam outras direcções e merecem ser mencionadas, merecem continuação. Volto ao "básico", a escrever ao meu ritmo, porque é importante que o faça, e gosto de o fazer, também, aqui, embora isto pareça demasiado Deserto.
(...)
I look at this journal and it makes sense. All the toughts and senses are being interpreted from a distance and for what it's worth these issues are ment to keep rolling like a blade in my throat with question marks. I ment to build a solid, interesting,hard-built cultural journal and I think I've achieved that structure I needed and the dynamics/rhythm from the basics: Writting.
Radio Spell
Sandro Franco
01-12-2009
O ano passado li um livro da Joan Didion, O Ano do Pensamento Mágico, e fiquei mito impressionado. Ainda agora fui ler o que escrevi aqui sobre o livro, na altura, e tudo o que lá digo continua a fazer todo o sentido, e sobretudo continua muito presente no meu espírito. Fiquei por isso com muita vontade de ver a adaptação que a própria escritora do texto para versão teatral, para ser interpretado pela Vanessa Redgrave, e que agora está em cena no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação do seu director artístico, Diogo Infante, e servido pela sempre competente, e fascinante, Eunice Muñoz.
É sempre um bocado perigoso irmos ver o modo como os outros se apropriam de um texto que nós sentimos de maneira tão intensa, e por isso foi, de certa maneira, um erro ter ido ver esta peça, porque adocicou, tornou mais fácil, uma impressão que era muito rigorosa, quase dura, mesmo com o seu quê de estoicismo, apesar de o livro da Joan Didion não o ser de todo, se calhar até antes pelo contrário.
Claro que não há nada a dizer da Eunice Muñoz, para quem este espectáculo funciona um pouco como homenagem e um pouco como veículo para regresso aos palcos. O tom da actriz é o certo, e serve o texto, sem nunca, ou pelo menos sem nunca de um modo pouco subtil, se servir dele. E o próprio espectáculo cumpre, tendo em consideração que estamos a falar de uma tentativa de fazer teatro comercial, muito dirigido a um público cujo gosto e apetência é sempre superior ao grau de exigência, o que não tem nada, nada mesmo, de errado.
O problema é mesmo aquilo que já referi, a peça torna o texto da Joan Didion mais fácil, mais doce, até mais suportável numa determinada perspectiva. Ora, não há lugar mais poderoso e difícil do que o abismo do nosso espírito, do que essa sede perturbadora onde radicam os nossos medos mais fundos, e é sempre um pouco decepcionante vê-los tratados com a ligeireza de uma matiné de Domingo. Por isso saí da peça um pouco perturbado: tinha sido tudo muito agradável, ver a Eunice Muñoz em palco é sempre uma emoção (e felizmente já não é a minha primeira), mas sabe-nos sempre a fraude vermos tratados com alguma superficialidade os nosso transtornos mais íntimos.
No tempo da verdade, se tens espelho que vejas de frente, não havia rasteira sem amparo, nem beijo sem beliscão. Na tua mão, nesse tempo, contavam-se histórias de grandeza de mar-alto e suavam-se desejos, como um medo a derreter.
No tempo da verdade, a escola de pedra da gente era a escola de todos e o mestre zarolho, despenteado, brincava às coisas de contar e recortar até adormecermos inteiros. Não havia tempo para o absoluto, no tempo da verdade. Tudo podia ser e nós achávamos graça.
- Mood:
calm - Music:Ana Terra - Yamandu Costa
* did hardly nothing Friday and Saturday except Saturday late afternoon put away some ties and sorted cables into storage boxes while hooking up an antenna to our bedroom television. Also did some reorganization on my computerized Theda Bara movie by movie image collection, watched four episodes of MacGuyver (1st season) and a two-part Star Trek Voyager episode from the 4th season: Year of Hell.
* Sunday woke late (missed CBS Sunday Morning) but managed to visit Betty (again, doing well) on a nice day (we went outside to visit the chickens), did our consumer rounds (bank, gas, groceries) and while
* Most of the weekend I was fighting a scratchy throat and nasal congestion causing headaches. I seem to be better this morning, however.
* In general a good weekend. Not as much done as I had wanted, but more than we have done in the recent past. Most important is that Betty is doing well!
Que jamais lhe faltem coragem, delicadeza e inspiração!



